Perfeito Círculo Presente

Perfeito Círculo Presente

Perfeito Círculo Presente, fala-nos do desejo, não do desejo da carne, antes disso o desejo da comunicação, da criação de pontes, de ser inteiro e gerador perante o outro.  criando uma dramaturgia para O Sermão de Nossa Senhora do Ó de Pd. António Vieira, explorando o feminino, aquilo que fica no indelével sentido do ser, em contraponto com o masculino, a força anímica, bruta.

Fazendo uso de um espaço sonoro de Miguel Lucas Mendes, revestindo as palavras clássicas de contemporaneidade, e tomando de assalto a voz da actriz que dará corpo a cada palavra, e o movimento do actor que preencherá cada silêncio, propõe-se um objecto pluridisciplinar, apelando à estética minimal berlinense.

O espetáculo Perfeito Círculo Presente foi uma encomenda feita pela RTP2 que aposta agora numa série de espetáculos a serem exibidos no canal televisivo em Setembro de 2016. Daniel Gorjão, foi um dos criadores convidados, apresentou esta proposta de pegar no sermão de Nossa Senhora do Ó por Padre António Vieira e adaptou-o para teatro.

Ficha Artística

criação e direção artística Daniel Gorjão | dramaturgia Daniel Gorjão e Maria Jorge, a partir de “Sermão de Nossa Senhora do Ó” de Pe. António Vieira | interpretação Maria Jorge e João Villas-Boas | espaço sonoro Miguel Lucas Mendes | apoio vocal Luis Moreira | apoio ao movimento Maria Carvalho | execução de figurinos Jaqueline Roxo | produção e direcção técnica Sara Garrinhas | assessoria de imprensa ShowBuzz | fotografias Paulo Pimenta

Agradecimentos

Bruno Terra da Motta | João Figueiredo Dias | Jaqueline Roxo | Paulo Pimenta | Sílvia Caetano | Teatro da Terra | Polo Cultural Gaivotas – Boavista | Câmara Municipal de Lisboa

Desta Carne Lassa do Mundo

Desta Carne Lassa do Mundo

Desta carne lassa do mundo apresenta-se no agora, fundindo o mito que nos persegue de geração em geração com a vida urbana e o quotidiano para questionar o amor total. Convidam-se as personagens centrais de Romeu e Julieta para que com o público realizem um “warm up”, onde se encontram e desencontram num suave toque de lábios com a sagacidade e rapidez de uma grande cidade. É através da construção de uma nova dramaturgia para o texto de Shakespeare que mais do que tratar o amor trágico, se pretende trazer para a contemporâneidade a problemática do desejo e da erosão do amor nos nossos dias, pensando a insignificância da morte perante a felicidade do amor como motor de vida.

Ficha Artística
concepção, direcção artistica e figurinos Daniel Gorjão | assistência de encenação Maria Jorge  | interpretação Ana Sampaio e Maia, André Patricio, Carla Galvão, João Duarte Costa, João Villas-Boas, Miguel da Cunha, Miguel Raposo, Teresa Tavares, Vitor d’Andrade | apoio ao movimento Maria Carvalho | apoio à voz Luis Moreira | cenografia Bruno Terra da Motta | video Luis Puto | produção, direcção técnica e desenho de luz Sara Garrinhas | produção executiva João Figueiredo Dias | comunicação ShowBuzz | fotografia Rui Palma

Okin – música original de Miguel Lucas Mendes [confronto inicial] duração | aproximadamente 80 min
M/16
Estreia | 16 a 22 de Novembro de 2015 ás 22h
Picadeiro do Museu Nacional de História Natural e Ciência, Lisboa

Reservas | producao@teatrodovao.com / 939 167 460
Preço do bilhete | 7,50€
Espectáculo financiado pela Direcção Geral das Artes.

Radiografia de um Nevoeiro Imperturbável

Radiografia de um Nevoeiro Imperturbável

É um jogo de poder onde se cruzam os destinos de um país com o amor inabalável de um homem, numa história sem tempo nem espaço, que se repete incessantemente, onde, até os reis são homens com coração, de coração, e talvez por isso deixem cair a cabeça e as palavras: “a natureza de cada um não é coisa que se mude facilmente”.

É a eterna juventude de quem tenta mudar, mesmo não sabendo o rumo certo, é o risco assumido de querer algo maior, é o compromisso com o lugar onde nasceste.

É um reflexo de hoje onde o nevoeiro não te tolda, mas antes te impele a avançar.

É uma ode ao corpo demandado pelo coração, inerte, que não sabe ir: fica, sim, tropegamente, a um passo da reinvenção. Quase que se inaugural o sujeito: ser rei é ter mil rostos e faltar a cada um sempre o verbo virado para o futuro, conjugado entre o medo.

Radiografia de um nevoeiro imperturbável é um grito suspenso, em espera, na boca de um povo que há-de vir.

Ficha Artistica

a partir da obra Príncipe Bão de Fernando Augusto
criação e direção artística Daniel Gorjão
dramaturgia Cátia Terrinca, Ricardo Boléo
espaço cénico Daniel Gorjão com Bruno Terra da Motta
desenho de luz Miguel Cruz
desenho de som Sara Vicente
com André Patrício, Cátia Terrinca, João Duarte Costa, João Villas–Boas, Miguel Raposo, Teresa Tavares e Ana Rita Rosa, André Delgado, Fernanda Azougado, Filipe Freitas, Inês Cruz, João Reis
apoio ao movimento Maria Azevedo Carvalho
apoio à voz Luís Moreira
guarda-roupa Ricardo Aço
produção executiva Teatro do Vão João Figueiredo Dias
produção e direção técnica Teatro do Vão Sara Garrinhas
coordenação de produção Teatro do Vão Cristina Correia
coprodução TNDM II, Teatro do Vão

Duração | 60 min
M/12

Estreia | 13 de Novembro a 7 de Dezembro no Teatro Nacional D. Maria II

Reposição | 20 e 21 de Março no Teatro Municipal Joaquim Benite – Almada

Espectáculo financiado pela Direcção Geral das Artes.

O olhar Inabitado das Manhãs

O olhar Inabitado das Manhãs

O Olhar Inabitado das Manhãs são as sobras dos poemas. É um espetáculo que fala da Sophia, sem lhe revelar nunca o nome, que traz na voz poesia sem querer e sem ser metáfora, que encerra, caixa negra, a intimidade da palavra (a menos orgânica forma de ser e sentir) com a natureza do corpo e com o próprio corpo, que é natureza. Traz a melancolia de quem se sente um espetro, de passagem, de quem sabe que terra rocha fogo vento e céu são simultaneamente anteriores e maiores do que nós. Nenhuma palavra terá a força de um trovão. A palavra céu é tremenda de pequena. E se escrevo luz nada se ilumina. Então o Daniel escolhe uma atriz, que se chama Sara Carinhas e, também ela, traz um nome feito de rochas ou pedras preciosas, não importa, é um nome que veste a mulher, gato assustado, frágil – então o Daniel desenha-lhe uma esquina e eu dou-lhe um canto. É assim: a mulher do olhar inabitado tem poemas dentro da boca.

Pensar o universo que um olhar nos transmite. Um olhar que vi nas fotografias e nos documentários, que imagino quando leio as palavras que me tocam. O olhar daquela que tem “medo de amar num sitio tão Frágil como o mundo”. Uma natureza maior que todos nós, uma espera, e um deus, e uma poesia que queima e arde, e a vontade da contemplação serena. O corpo que habita. O corpo que pode ficar para sempre e é nesse para sempre, que se dá uma manhã inabitada. Estas lá vivo, mas ficaste para sempre, e se ficas para sempre, se nem a maresia das manhãs te toca a natureza, não consegues salvar o teu corpo.”

[Daniel Gorjão]

Ficha Artistica e Técnica

Direcção Artística Daniel Gorjão | Texto Cátia Terrinca a partir do universo de Sophia de Mello Breyner Andersen | Interpretação Sara Carinhas | Produção e Desenho de Luz Sara Garrinhas | Produção Executiva e Apoio Técnico João Figueiredo Dias | Direcção de Produção Cristina Correia | Design Cartaz Ricardo Aço | Execução de Figurino Teresa Capitão | Comunicação Rita Tomás

Duração | 50 minutos

M/12

Estreia | 17 a 19 de Julho de 2014 | Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e Ciência, Lisboa

Beco da Saudade

Beco da Saudade

Uma peça que começa pelo corpo, como um pêndulo, e é teatro e dança, é ir e ficar, é sobre a saudade e a recusa. Uma peça que recomeça pela palavra. Pelo discurso que construímos sobre os lugares onde estamos. Uma peça que é do Daniel e para Lisboa.

Beco da Saudade é fruto da necessidade de pensar sobre o que é “ir para fora”, uma espécie de simulacro da vida distante do quotidiano. Não é forçosamente, trocar de cidade ou de país, é trocar de vida – isto sobre que nos fala o Estado. Se a educação social nos incita, tantas vezes, a escolhas inorgânicas, então a rua onde vivemos é o Beco da Saudade – dessa estranheza nostálgica do que não chegámos a ter na plenitude.

Sob a perspetiva do Daniel, Beco da Saudade é reflexo da necessidade de começar um novo ciclo através de uma pesquisa individual e, por isso, este objeto/intervenção vai lançar as perguntas que, a pouco e pouco, serão experimentadas, depois, nos contextos que ele assume estarem formalmente mais próximos do conceito de teatro.

Ficha Artística e Técnica
Direcção Artística e Interpretação Daniel Gorjão | Dramaturgia Cátia Terrinca | Apoio ao movimento Maria Azevedo Carvalho | Produção e Desenho de Luz  Sara Garrinhas | Som e Video Sara Vicente | Produção Executiva e Comunicação João Figueiredo Dias | Direcção de Produção Cristina Correia | Co-produção  Teatro do Vão e Teatro da Terra

Residência Artística Teatro da Terra (Ponte de Sôr) e Bacantoh- Associació Cultural (Barcelona)

Duração | 45 minutos
M/12
Estreia | 27 e 28 de Março de 2014 | Teatro do Bairro, Lisboa
Reposição | 30 de Maio de 2014 | Teatro da Terra, Ponte de Sôr

Fragmento

Fragmento

A memória do que passa instala-se nos mesmos corpos, noutros espaços. A partir de Que o dia te seja limpo vai-se desfiando a memória da Cátia e do Rui, montando assim a sua versão do espetáculo, abandonando as diretrizes da direção artística, vivem por eles em tempo real o seu que o dia te seja limpo. Um encontro com o público para contar o que ficou: o que são as memórias do performer, a real e a inventada?

Ficha Artística e Técnica

conceito Daniel Gorjão | interpretação Cátia Terrinca e Rui Palma | vídeo Sara Vicente | direção técnica Sara Garrinhas | co-produção Teatro do Vão e Silly Season

Estreia | 4 de Outubro de 2013 | Clube Ferroviário de Lisboa – Palco Jurássico

Que o dia te seja limpo

Que o dia te seja limpo

Que o dia te seja limpo é uma promessa cujo epicentro é a podridão humana – é dela que se quer falar através da relação entre as palavras de Al Berto e os corpos que tes­tam os seus limites. Procura-se, mais do que uma nova temática, uma outra abordagem teatral, que comece pelo corpo em cena e a partir dele construa a dramaturgia de uma poesia que, sem dúvida, provoca a necessidade de uma nova conceção de “belo”.

Como experiência teatral, pretende-se construir uma nova gramática e estética para a cena, sendo evidente a importância que o cenário tem, não como elemento visual, mas antes como potenciador de sentidos, sensações e relações com o meio. Pode dizer-se, sim, que esta estética é um risco e de risco – porque pretende ser, também ela, representativa deste universo laboratorial intrinsecamente ligado à prática do teatro como instrumento do pensar.

Por isso mesmo, para além de dois atores, fazem parte deste projeto jovens, que colaboram com um pensamento menos povoado de conceitos e termi­nologias, mas com certezas de uma outra cor, que sem dúvida estimulam o pensamento além da esfera de trabalho/relações habituais, impulsionando a discussão, a descoberta e a construção de um objeto artístico plural, quanto ao tipo e número de referências, e am­plo, quanto ao significado dos seus valores.

Neste espetáculo acende-se um rastilho: há pólvora nas palavras, nos corpos, nos espaços vazios que o cenário se preenche com a luz. Quer-se que a interpretação com­porte esta dimensão do perigo, de uma iminência que temos, em comum, que nos junta e nos torna massa anónima, carne, gente. E é, sem dúvida, um ato de cidadania – por isso mesmo; é um ato desgarrado de “políticas” mas, sim, pregado à Humanidade, como o todo dos indivíduos e, por isso mesmo, fala-se, em simultâneo, da multidão e de cada um – sem metáforas ou eufemismos, fala-se somente do Homem, procurando, de alguma forma caricaturar a carne chamando-a a depor sobre Nós: quem somos, do mais escuro à luz do ser.

Ficha Artística e Técnica

criação e direção de Actores Daniel Gorjão | apoio ao movimento Maria Azevedo Carvalho | dramaturgia Cátia Terrinca | interpretação Cátia Terrinca, Rui Palma | participação especial André Delgado, Carolina Arantes, Filipe Dias, Gabriel Lapas, Mariana Almeida e Tiago Faria (adolescentes de Minde/Alcanena) | desenho de luz Miguel Cruz | som e vídeo Sara Vicente | figurinos Matilde Azevedo Neves | produção João Figueiredo Dias e Sara Garrinhas | direção técnica Sara Garrinhas | apoio à divulgação Tiago Mansilha

[Coprodução Teatro do Vão e Festival Materiais Diversos]

Duração | 60 minutos
M/16

Estreia | 19 de Setembro de 2013 | Cine-Teatro S. Pedro, Alcanena
Reposição | 8 a 11 de Maio de 2014 | Teatro Taborda-Teatro da Garagem, Lisboa

Sempre noiva

Sempre noiva

Sempre Noiva é uma experiência que nos fala e reflete acerca do conceito de in­concretização, do corpo-nação que um dia faliu. Sempre Noiva é o amor não concretizado de uma mulher. É o corpo que um dia foi ágil e hoje não concretiza o movimento. São as palavras soltas que não se encontram numa frase. Sempre noiva são as pedras do fumeiro que teimamos em caiar de branco.

Podemos viver sem a pressão moral e social de concretizar objetivos e ambições? E se nunca concretizarmos o amor, a família, os filhos e os livros, a fortuna e a arte? E se não nos concretizarmos na vida? E se não nos concretizarmos no corpo?

É através do exercício do corpo do ator criador que se parte para Sempre Noiva: pensar o corpo no seu limite na tentativa de encontrar uma performance, para chegar a um objeto que se quer experimental e não experimentado, que se assuma único na vivência de quem o visita. Um objeto que escolhe o teatro, na sua génese criadora, para dele sair e se apresentar postumamente noutros espaços e tempos, quebrando as barreiras teatrais para se imiscuir nas artes visuais e na dança.

Sempre Noiva é apenas e só um objeto que nos questiona enquanto criadores, na tentativa de gerar pensamento no íntimo da sala escura onde indivíduos observam o que querem e o que podem. Um dia concretiza-se sempre noiva, ou não.

Mais do que um manifesto político, Sempre Noiva é um interrogatório íntimo, uma confissão de amor perdido; como espaço teatral, é o lugar de exposição de fragilidade do cidadão perante a sua pátria, apenas por ele intocável.

Ficha Técnica e Artística

criação e direção Artística Daniel Gorjão | texto Cátia Terrinca | apoio dramatúrgico Teresa Tavares | assistência de encenação Cátia Terrinca | intérpretes André Patrício, Maria Carvalho e Fernando Tavares | produção João Figueiredo Dias e Sara Garrinhas | figurinos Matilde Azevedo Neves | desenho de Luz Miguel Cruz | imagem cartaz Duarte Amaral Netto | co-produção Teatro do Vão, Rosa74 Teatro, Companhia de Teatro de Almada e Teatro da Garagem | apoio Fundação Calouste Gulbenkian, Casa do Artista, Fórum Dança e Estúdio Golden Pony

Duração | 135 minutos (3×45 minutos)
M/12

Ante-Estreia | 4 de Maio de 2012 | Teatro Municipal de Almada

Estreia | 4 a 7 de Outubro de 2012 | Teatro Taborda-Teatro da Garagem, Lisboa

Reposição

| 27 de Abril de 2014 | Festival Tudanzas, Barcelona
| 16 de Maio de 2014 | Openday Lx Factory, Lisboa

não te concedi a ti, natureza, a decisão deste dia

Não te concedi a ti, natureza, a decisão deste dia

Nós, pretensiosos.

Nós, fracos.

Nós, humanos.

rejeitamos o efémero, nós. Nós construímos o indestrutível. Nós somos dos que usam o suicídio como luta. Queremo-nos para lá do corpo. Depois da morte permanecemos.

Quem as obras não pretende eternas, não as construa. Criar é fazer do pensamento matéria; e fazer matéria é desafiar a natureza, pedir-lhe o tempo que ela não nos dá.

não te concedi a ti, Natureza, a decisão deste dia é o pedido de eternidade. O último.

Consigo ouvir ecos do meu pensamento. Escuta, estou só.

E toda a música da terra me acompanha. Não me estendas essa mão, olha… vê,

como os dias me vencem e neles ar e sonhos. vê, repara como a solidão me agasalha hoje,

este último que sou aqui.

não te concedi a ti, natureza, a decisão deste dia é fundamentalmente um discurso sobre a liberdade do verbo morrer, que se constrói, cristalino e frágil, como vida, dia após dia: é um corpo que nunca se veste, que é permanente e inevitavelmente visível, mesmo depois da própria morte. primeiro como gesto teatral, depois como decisão instalada em diferentes espaços.

Ficha Artística

uma criação de Daniel Gorjão, em colaboração com Cátia Terrinca, Matilde Azevedo Neves, Miguel Cruz, Teresa Tavares, Sara Garrinhas, Joana Peralta e Sara Vicente.

Duração | 45 minutos
M/16

Estreia | 12 de Setembro a 3 de Outubro de 2011 | Teatro Turim

Reposição | 6 de Julho de 2012 | Festival Inundart, Girona – Barcelona

um dia dancei só dancei um dia

Um dia dancei só dancei um dia

Partir do amor – tema sobre o qual todos temos inúmeras referências – para escrever cartas. Ler cartas. Rever cartas. Descobrir cartas.

As actrizes em cena são o ponto de convergência da pesquisa desenvolvida ao longo do processo, de onde resultará um vídeo documental, onde diversas mulheres lêem cartas de amor. As suas cartas.

A falta que sentimos das pessoas, dos lugares, de nós próprios. E o amor, como forma de expressão do “eu” e como elemento preenchedor de um lugar que pertence simplesmente ao vazio, à falta. Ao escrever uma carta de amor, cada um revela a sua individualidade. O que se escreve, tal como aquilo que se ama, é sempre um lugar que se espera ver ocupado por nós próprios. Será o olhar – como as palavras – das mulheres filmadas, que dará mote à criação do espectáculo.

Partir da realidade, trazê-la para cena e confrontá-la com o teatro e os seus artifícios. Partir da universalidade do amor para a singularidade da experiência individual, com as suas especificidades, o seu “grão”, o risco inerente à sua imponderabilidade. Trazê-la para o teatro.

Ficha Técnica e Artística

criação e direcção artística Daniel Gorjão | interpretação / co-criação Katrin Kaasa e Teresa Tavares | apoio à dramaturgia João Duarte Costa | espaço cénico Daniel Gorjão e Luís Valente | figurinos Daniel Gorjão e Matilde Azevedo Neves | vídeo Filipe Moura Ramos | fotografia Carlos Ramos | selecção musical Anne Kaasa | sonoplastia Pedro Costa | desenho de luz Miguel Cruz | guarda-roupa Elisabete Leite e Graça Cunha | adereços / construção e montagem do cenário Teatro Nacional D.Maria II | voz-off Maria Jorge Marques | produção executiva João Figueiredo Dias

Duração | 70 minutos
M/12

Estreia | 7 a 18 de Julho de 2010 | Festival de Teatro de Almada